04 mai - 02:09

Uma galeria com oito artistas

Fazem com a raquete o que um pintor faz de pincel na mão. E sendo o Estádio Millennium a tela principal, é nela que, esta sexta-feira, é exposta toda a ação. O programa? Quartos de final do Millennium Estoril Open, um dia que tradicionalmente dá origem a alguns dos melhores encontros da semana e que promete colocar frente a frente vários estilos.

A ‘exposição’ de hoje é inaugurada por ‘El Greco’ Stefanos Tsitsipas, que depois de ontem brilhar frente ao número oito mundial, Kevin Anderson, mede forças com um especialista de terra batida, Roberto Carballes Baena. O grego passou de esperança a favorito e, de repente, tem em si muitos dos olhos que vão tentando prever um vencedor.

Mas é na ‘sala’ seguinte que está, digamos assim, a obra mais desejada de contemplar: o ‘conquistador’ João Sousa, que se tornou no primeiro português a chegar aos quartos de final de singulares (e, entretanto, também às meias-finais de pares), quer continuar a vencer e alimentar não só o seu como os sonhos de todos os portugueses. O adversário, o ‘cubista’ Kyle Edmund, é de peso e um rosto familiar, pois jogaram juntos em 2017.

Mas, já se sabe, amigos, amigos, alianças à parte, e mesmo sendo a mais antiga da história também a de Portugal e Grã-Bretanha terá de ficar suspensa. Depois, já sob os holofotes, o ‘vanguardista’ Frances Tiafoe (ainda a dar os primeiros passos na arte de vencer, mas já com fortes alicerces por base) desafia o já veterano e audaz Simone Bolelli.

Para o fim, fica nova tela em branco para que dois falantes da língua espanhola possam pintar bem a seu gosto: o ‘realista’ Pablo Carreño Busta, campeão em título, é desafiado pelo aspirante chileno Nicolas Jarry, que carrega nos ombros o peso das expectativas dos compatriotas.

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