05 mai - 20:49

Stefanos Tsitsipas: “É muito especial ganhar aqui o meu primeiro título em terra”

O quinto vencedor do Millennium Estoril Open apareceu bastante divertido em conferência de imprensa e analisou o terceiro triunfo da sua (ainda) curta carreira.

É usual dizer-se que se deve começar pelo início. Tsitsipas não cumpriu o protocolo e iniciou com uma avaliação do título alcançado. “É especial vencer dois títulos em Portugal (o primeiro foi no future de Oliveira de Azeméis, em 2017). Nunca joguei um Challenger aqui, era bom ganhar todas as categorias cá uma vez”, brincou o grego que, mais a sério, fez um balanço do que representa o êxito no Estoril. “Sempre me senti bem em jogar em Portugal. É muito especial ganhar aqui o meu primeiro título em terra”, realçou.

O sabor do sucesso é ainda melhor devido às memórias do atual número 10 do mundo (vai subir para 9º na atualização de amanhã). “Lembro-me de ver na televisão o Federer ganhar em 2008 (no antigo torneio) e sempre achei que este era um dos melhores torneios 250 do mundo em terra batida. Agora ganho o torneio, o que me deixa nostálgico e cheio de recordações”, ressalvou Tsitsipas, visivelmente feliz após a vitória sobre Palbo Cuevas.

Sobre o encontro, o grego foi bastante assertivo. “Sinto que posso melhorar e tornar estes jogos mais fáceis. Podia ter pago caro, já que o deixei regressar ao jogo. Comecei a pensar muito, a hesitar. Só pensava ‘e se ele faz o break?’. Não devia ter raciocinado tão negativamente, deixei-me afetar mentalmente e isso foi frustrante, sobretudo porque lhe dei pontos de borla e nunca se sabe o que podia ter acontecido no terceiro set. Mas ele é uma ‘velha raposa’, tem mais experiência que eu, sabe como elevar o nível. No fim, foi tudo decidido pelo mental, pela forma que mostrei apesar de ter sido quebrado”, apontou.

Mas como se explica que em duas edições Stefanos Tsitsipas tenha sempre feito bons resultados? A resposta está nas palavras da estrela de NextGen. “As condições são muito similares ao clube onde treinava na Grécia. A terra é seca e de ressalto alto. Além disso, a derrota cedo em Barcelona permitiu-me preparar bem este torneio e ajustar com o meu treinador o que podia melhorar”.

A conversa terminou com uma brincadeira do jogador grego, que também pode ser vista como gratidão ao nosso país: “sinto-me um filho adotado de Portugal. Quem sabe se um dia não venho viver para cá, ao pé do Cristiano Ronaldo”.

patrocinadores
;